Trazer ou não trazer: eis a questão!

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Encomendas: trazer ou não trazer?

                                                                                                                                                                              por Fernanda Couto

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Atire a primeira pedra quem nunca fez uma encomenda a um amigo que partia em viagem… Confesse que nunca pediu algum eletrônico a quem ia para os EUA? Ou um perfume para quem voltava de Paris? Ou um azeite de Portugal? Uma blusinha de lã de alpaca para quem se aventurava na Bolívia? Ou um simples Divino de madeira para quem visitava as cidades históricas de Minas Gerais?

Não estou aqui para julgar ninguém que faz ou que traz encomendas… eu mesma, confesso, que muitas vezes sinto uma vontade enorme de pedir algo. Mas resisto a tentação!!!

Pense bem, muitas vezes quem viaja tem tempo contado para conhecer tal cidade e perder algumas horas procurando o que nós desejamos é crueldade demais. Vocês podem até dizer que compram pela internet e pedem para entregar no hotel… tudo bem… mas isso tem um custo… Alguns hotéis cobram para receber pacotes, e muitos cobram caro… conheço hotéis nos EUA que cobram de $10 a $100 dólares por pacote. Sem contar que seu amigo terá que ir a recepção todos os dias para saber se sua encomenda chegou.

Aí entra o limite de peso. Sim, para quem tem 27,8kg na bagagem e o limite é 28kg, um simples “rolo de papel de parede” será o responsável pela sua imensa taxa de sobrepeso.

Você pode me dizer que temos direito a duas malas, concordo plenamente. Mas se você viaja por 15 dias, tem que levar roupa considerável para esse período (ou comprar no país de destino, o que vai ocupar, também,  a mala na volta). Isso tudo se agrava quando se viaja no inverno… E pensar que alguém que vai para Orlando não conseguirá encher duas malas é muita inocência. Sei de pessoas que foram para Paris e voltaram com 15kg a mais do que o permitido…

Bem, mas se forem fazer alguma encomenda, certifiquem de que a pessoa possa realmente trazer sem ter trabalho. Pergunte a melhor forma de amenizar esse trabalho. Se ela prefere que entregue no hotel ou deseja sair para procurar. Se prefere levar o dinheiro ou pagar no cartão (lembre-se de pagar o IOF para seu amigo). E deixe bem claro, que se ele não encontrar não tem problema algum.

E para quem aceitar trazer alguma coisa, traga de bom grado. Não venha com desculpas de que as azeitonas não estavam boas para a produção de azeites, ou que os iPhones estavam esgotados em Nova Iorque, ou que não conseguiu encontrar o  perfume em Paris (claro que isso pode acontecer) Mas lembre-se: quem faz a encomenda sonha com aquele produto… então se for para decepcionar que seja antes de viajar… recusando a encomenda.

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