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Gramado Zoo

Placa Fauna Brasileira

Gramadozoo

Por Fabiana

Nesse final de semana, visitamos o zoológico de Gramado, na Serra Gaúcha.

Já tínhamos ido quando o nosso filho era bem pequeno, estava com 1 ano. Na época, adoramos e ele curtiu muito, do jeito dele.

Agora, um pouco maior (4 anos), a experiência  foi diferente pois ele já entende mais sobre os bichos. Foi uma manhã de domingo deliciosa! Recomendo a todos esse passeio.

Para começar, um pouco sobre o zoológico.

Ele foi inaugurado em 2.008, trazendo um novo conceito para o segmento; ao invés de jaulas, vidros blindados e enormes viveiros de imersão reproduzem com fidelidade o habitat natural do bichos. E olha que são muitos! Cerca de 1.500 animais vivem no zoo.

Para chegar ao zoo, pegue o sentido Porto Alegre (RS 115). Logo depois do pórtico da cidade de Gramado, você verá a entrada do zoo. Se vier de Porto Alegre, fica antes do pórtico de Gramado.

Valores: você paga o estacionamento e os ingressos. Na foto, valores pagos em Maio/2.013.

Assim que se entra propriamente no zoo, é passado um filme sobre as normas de segurança. E saindo da sala de vídeo, a melhor parte (para a nossa família): você estará dentro de um grande viveiro, com várias espécies de pássaros, como as araras gigante azuis, tucanos, papagaios. Todos super “simpáticos”. Eles vêm, pousam em você, ficam bem pertinho. É uma delicia! Lembro-me da primeira vez que fomos e o nosso filho ficou no carrinho. Quando olhamos um tucano estava “comendo” a perninha dele. Deve ter sido bem de levinho porque ele nem chorou, mas a marca ficou um bom tempo…

Saindo do viveiro você anda pela mata, vendo placas de direção e informações sobre os animais, como essa da foto que explica que no zoo só tem animais da fauna brasileira. O percurso todo tem 1.200 metros. E em alguns você encontra “comidinhas” para dar para os animais. É só pegar e pagar no final, na lojinha do zoo. Foi a parte que meu filho mais gostou: alimentar as emas, os patos, as tartarugas, os pássaros. É muito divertido e eles ficam bem pertinho da gente.

Alguns animais têm horário para comerem. Como é o dos pingüins. Que coisa mais fofa é a refeição deles! Vale esperar pelo horário. Eles saem todos em fila (sim!!!) da piscina e comem de 2 em 2. Super educados!

As onças também têm um horário para se exercitarem – pena que não conseguimos assistir.

A lanchonete, em formato de oca indígena, fica na metade do percurso. Dá para descansar e comer ou beber alguma coisa.

O zoo conta ainda com o passeio noturno, que tem que ser agendado. O legal desse passeio é que você consegue ver os animais de hábitos noturnos, porque durate o dia estão dormindo em suas tocas. O passeio é guiado e você leva uma lanterna! Com certeza vamos fazer isso… no verão porque agora está muito frio por aqui!

Cochabamba, Bolívia

Cochabamba

por Fabiana

Cochabamba, para quem não sabe, fica na Bolívia e significa “entre lagos”. Foi fundada pelos espanhóis e hoje tem cerca de 500 mil habitantes, ou seja, uma cidade de médio porte.

Apesar do narcotráfico, a cidade é relativamente segura, mas fiquem atentos aos passaportes, pois esses sim valem muito!

Nós fomos no carnaval (veja os detalhes no link diário de bordo) e andamos sem problemas por todos os lados. Não saíamos a noite, mas pareceu ser bem tranqüilo.

- Como chegar:

Algumas companhias aéreas fazem o trecho Guarulhos-Cochabamba. Entre elas a TAM, Aerolineas  e BOA. Nós fomos por essa ultima, num vôo direto. Na volta, fizemos uma escala.

O aeroporto é grande, bem sinalizado. Só fiquem atentos porque tem muita fiscalização de bagagens. Alem do raio X, as bagagens de mão são sempre abertas e revistadas, 100%.

Comer e beber:

É considerado o centro agrícola do país, graças aos campos férteis e ao clima. Lá também é o melhor lugar para se comer a comida típica do país.

Os salteñas (pastéis de massa de farinha de trigo), o silpancho (carne de boi com arroz, batata e salsa), a lapine (carne com milho) e as trutas do Lago Titicaca são bons exemplos.

Acho que só experimentei a lapine, mas me lembro de ter comido uns docinhos que uma senhora vendia na rua. Tentando explicar, eles pareciam aqueles amendoins glaçados no açúcar, branquinhos. Porém ao invés de amendoins ou amêndoas, eram sementes de erva-doce. A barraquinha era suja, a senhora que vendia não tinha noção nenhuma de higiene e eu super fresca. Mas tive que experimentar e amei! Arrependo-me de não ter comprado muito…

A bebida típica é o chá de coca, em virtude da altitude. No nosso hotel tinha no café da manhã, em saquinhos. Comprei no supermercado e trouxe para o Brasil. Sempre que estou cansada tomo um e fico com uma energia! Mas não encontrei as famosas folhas de coca. Queria ter experimentado elas, mascando, para saber o sabor. O sabor do chá de saquinho se assemelha muito ao mate de fazer “chimarrão”.

Para os não apreciadores de comida típica, tem Mc Donald’s, Burger King, Havanna Café… podem ir tranqüilos. Eu mesma comia quase todos os dias em um restaurante oriental…

- Passear:

O Palácio Portales, ao norte de Cochabamba, construído em estilo francês, abriga hoje um museu e é rodeado de belos jardins, aberto ao público. Infelizmente quando eu fui, não sabia desse museu. Bom motivo para voltar…

No lado sul da cidade, encontra-se a Colina de São Sebastião. Foi lá que, em 1.812 cerca de 500 mulheres lutaram contra os colonizadores. Todas morreram e em homenagem, construíram um monumento.

Mas essa região não é famosa por isso e sim pela imagem de Cristo. Foi inaugurado em 1.993, tem 40 metros de altura e é o mais alto do mundo (4 metros maior que o nosso Cristo Redentor!).

Lembro que subimos de teleférico. Foi uma delicia! O primeiro passeio do meu pequeno. Do alto, vê-se toda a cidade. Vale a pena!

Ali pertinho está a Lagoa Alalai. Mais de 100 espécies de aves chegam à lagoa durante o ano e recentemente li que o local será transformado num complexo.

Só conheci a lagoa de passagem.

Lagoa Alalai

Outra atração é a “cancha”, um grande mercado a céu aberto, que atinge 20 quarteirões  e vende de tudo, de cereais a eletrodomésticos.

Lembro bem que era carnaval e pelo o que eu entendi os moradores fazem um “pratinho” de oferendas com incensos, figuras, grãos, etc., que ficam queimando na porta das lojas, das casas. Todo o mercado estava tomado pela fumaça dessas “oferendas” e você podia “montar” a sua. Por todo lugar do mercado se via para vender.

O mercado, como todos os mercados, é sujo, cheio de gente, cheiros e costumes diferentes. Já disse, sou fresca, mas adorei conhecer o mercado. Pena que não encontrei as famosas folhas de coca para mascar…

No centro da cidade fica a Praça Colón e a Praça 14 de Setembro. Nessa última está o prédio da prefeitura e a Catedral Metropolitana. Nela ficam vários vendedores ambulantes, vendendo milho para dar aos pombos. Então você já pode imaginar o “estado” da praça… cuidado com as cabeças! Mas por outro lado, vale a pena visitar a catedral, que é lindíssima. Ela combina traços de estilos neoclássico e barroco mestiço.

Catedral Metropolitana

Praça 14 de Setembro

– Compras

A cidade tem shopping (viva!) mas está bem longe dos nossos.

O legal é passear pelas ruas da cidade, andar no comércio local. Em qualquer lugar pode-se trocar os dólares americanos pelos bolivianos, então não se preocupem com o dinheiro.

Lembro de ter comprado lindos cachecóis (ou mantas) de pêlo de lhama e também muito artesanato. Super baratos! Mais um arrependimento: deveria ter comprado mais.

Nas ruas existem vários ambulantes, que vendem de tudo. Foi assim que comprei o melhor incenso do mundo (e eu nem gosto do cheiro de incenso).  Estava passeando e senti um cheiro delicioso, parecido com os de igreja (logo irão perceber que sou fã de igrejas…). Procurei e vi um rapaz meio hipponga com um monte de folhas e uma pedra onde queimava o incenso (sim ele queimava o incenso numa pedra somente). Perguntei qual era e ele fez a mistura, explicando pra que servia cada uma. Juro que não sei mais, mas lembro que, resumindo, era para purificar. Tenho o meu até hoje! O cheiro é perfeito!

Para os mais “urbanos”, a cidade tem todas as lojas de marcas como Croc’s, Carter’s, Benetton… Fiz a festa para o meu filho!

- Ficar

Infelizmente em Cochabamba (e na Bolívia de um modo geral) não tem os grandes hotéis de rede. Mas tem hotéis e apart-hotéis muito bons.

Nós ficamos no Luxor Apart Hotel, bem diferente do de Las Vegas (detalhes no diário de viagem) e, apesar de simples, nos atendeu muito bem.

- A saber

Tome cuidado com a alimentação. Os “padrões de higiene” de lá são bem diferentes. Evite comer na rua.

Para evitar os efeitos causados pela altitude (2.574 m), é recomendado comer alimentos com açúcar e tomar aspirina ou um medicamento chamado “Sorojchi Pils”, vendido em qualquer farmácia.  São pílulas de cafeína e ácido acetilsalicílico, que dilatam os vasos do pulmão, facilitando a respiração. Mas quem tem problemas de estômago deve tomar cuidado.

Ou, como já disse, tomar chá de coca, que não é alucinógeno, não causa dependência e tem em todo lugar para vender.

E, para terminar, você se sentirá em casa. Cochabamba abriga uma grande faculdade de medicina, com o custo anual equivalente ao mensal daqui.

Quando estive lá conheci vários brasileiros, assim, na rua, no supermercado, nas praças. Bem gostoso!